terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Relação família, escola e inclusão

Legislação Pertinente

Tratamento


A Deficiência Intelectual não é uma doença, mas uma limitação. A pessoa com Deficiência Intelectual deve receber acompanhamento médico e estímulos, através de trabalhos terapêuticos com psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
De forma geral, a pessoa com Deficiência Intelectual tem, como qualquer outra, dificuldades e potencialidades. Seu acompanhamento consiste em reforçar e favorecer o desenvolvimento destas potencialidades e proporcionar o apoio necessário às suas dificuldades garantindo seu bem-estar e inclusão na sociedade.

Prevenção


Alguns cuidados devem ser tomados, para evitar ou minimizar as consequências da Deficiência Intelectual na vida da pessoa:
 Procurar aconselhamento genético, antes de engravidar, quando houver casos de deficiência intelectual na família, casamentos entre parentes ou idade materna avançada (maior que 35 anos).

• Fazer um acompanhamento pré-natal adequado para investigar possíveis infecções ou problemas maternos que podem ser tratados antes que ocorram danos ao feto.

 Manter uma alimentação saudável durante a gestação e evitar uso de bebidas alcoólicas, tabaco e outras drogas.

 Realizar o Teste do Pezinho – que é obrigatório no Brasil – assim que o bebê nascer. Esse teste é a maneira mais efetiva de detectar a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito, que se não forem devidamente tratados podem levar à Deficiência Intelectual.

 Seguir recomendações de vacinas.

 Oferecer ao bebê alimentação adequada e ambiente familiar saudável e estimulador, além de cuidados para tentar evitar acidentes na infância.

 Procurar um médico caso note algum problema no desenvolvimento e/ou crescimento da criança

Deficiência Intelectual x Doença Mental


Muita gente confunde Deficiência Intelectual e doença mental, mas é importante esclarecer que são duas coisas bem diferentes.
Na Deficiência Intelectual a pessoa apresenta um atraso no seu desenvolvimento, dificuldades para aprender e realizar tarefas do dia a dia e interagir com o meio em que vive. Ou seja, existe um comprometimento cognitivo, que acontece antes dos 18 anos, e que prejudica suas habilidades adaptativas.
Já a doença mental engloba uma série de condições que causam alteração de humor e comportamento e podem afetar o desempenho da pessoa na sociedade. Essas alterações acontecem na mente da pessoa e causam uma alteração na sua percepção da realidade. Em resumo, é uma doença psiquiátrica, que deve ser tratada por um psiquiatra, com uso de medicamentos específicos para cada situação.

Procedimentos Metodológicos


A aprendizagem é individual e própria de cada aluno diferenças de idéias, opiniões 
,níveis de compreensão enriquecem o processo e é diante dessa perspectiva desafiadora que 
alunos com  deficiência intelectual tem urgência nas mudanças escolares A escola que 
mantem uma gestão autoritária e centralizadora acentuam a deficiência ,aumentam a inibição 
reforçam os sintomas existentes e agravam as dificuldades do aluno com deficiência 
intelectual .A impotência frente as dificuldades encontradas nas escolas como válvula de 
escape e encaminhar os alunos que não tem bom rendimento escolar e indisciplinados outros 
que apresentam problemas de aprendizagem  devido as próprias praticas da escola como se 
fossem deficientes intelectuais  As barreiras da deficiência intelectual são referentes a maneira 
de lidar com o saber em geral, fato que reflete na  construção do conhecimento escolar é 
necessário que se estimule o aluno com deficiência intelectual a avançar na sua compreensão, 
criando-lhe conflitos cognitivos, desafiando-o a enfrentá-los. O atendimento educacional deve 
propiciar aos alunos com deficiência intelectual condições de passar de um tipo de ação 
automática e mecânica diante de uma situação de aprendizado.

Proposta Pedagógica

As crianças com Deficiência Intelectual não apenas levam mais tempo para se desenvolver e, portanto precisam de um currículo mais diluído. Elas têm, em geral, um perfil de aprendizagem específico com pontos fortes e fracos característicos. Saber dos fatores que facilitam e inibem o aprendizado permite aos professores planejar e levar adiante atividades relevantes e significativas e programas de trabalho. O perfil de aprendizado característico e estilos de aprendizado de uma criança com Deficiência Inteletual, junto com suas necessidades individuais e variações do perfil devem, portanto, ser considerados.

As principais causas


Principais causas
A DI na maioria das vezes, é advinda de alguma alteração ou má execução de alguma atividade cerebral que r pode ter sido provocada por diversas causas,variando entre fatores genéticos, distúrbios durante a gestação, dificuldades no parto e/ou na vida após o nascimento.
Os pesquisadores, e estudiosos sobre o assunto, de modo geral, enfrentam dificuldade para diagnosticar a causa dessa alteração.
Podemos destacar alterações cromossômicas e genéticas, problemas no desenvolvimento do embrião, e até outros distúrbios estruturais alterações cromossômicas e gênicas, desordens do desenvolvimento embrionário ou outros distúrbios estruturais e funcionais que reduzem a capacidade do cérebro.Os fatores de risco e causas que podem levar à Deficiência Intelectual podem ocorrer em três fases: pré-natais, perinatais  e pós-natais.
Pré-natais
Fatores que incidem desde o momento da concepção do bebê até o início do trabalho de parto:
Fatores genéticos 
• Alterações cromossômicas (numéricas ou estruturais) -  provocam Síndrome de Down, entre outras. 
• Alterações gênicas (erros inatos do metabolismo): que provocam Fenilcetonúria, entre outras.
Fatores que afetam o complexo materno-fetal 
• Tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas, efeitos colaterais de medicamentos teratogênicos (capazes de provocar danos nos embriões e fetos).
• Doenças maternas crônicas ou gestacionais (como diabetes mellitus).
• Doenças infecciosas na mãe, que podem comprometer o feto: sífilis, rubéola, toxoplasmose.
• Desnutrição materna.
Perinatais
Fatores que incidem do início do trabalho de parto até o 30.º dia de vida do bebê:
• Hipóxia ou anoxia (oxigenação cerebral insuficiente).
• Prematuridade e baixo peso: Pequeno para Idade Gestacional (PIG).
• Icterícia grave do recém-nascido (kernicterus).
Pós-natais
Fatores que incidem do 30.º dia de vida do bebê até o final da adolescência:
• Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global.
• Infecções: meningites, sarampo.
• Intoxicações exógenas: envenenamentos provocados por remédios, inseticidas, produtos químicos como chumbo, mercúrio etc.
• Acidentes: trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas etc.

O que é Deficiência Intelctual?


A Deficiência Intelectual tem vários conceitos, e estes são advindos de diversas fontes, e baseadas em diferentes pesquisas, mas, de modo geral

Deficiência Intelectual é o termo utilizado para caracterizar pessoas que apresentam algum tipo de limitação, ou disfunção na execução de tarefas cotidianas existentes em diversas áreas, entre elas: comunicação, vida no lar, autocuidado, saúde, segurança, sociabilização,foco, funções acadêmicas, lazer e carreira, entre outras, que aparecem antes de se completar 18 anos.


• Síndrome de Down – alteração genética que ocorre na formação do bebê, no início da gravidez. O grau de deficiência intelectual provocado pela síndrome é variável, e o coeficiente de inteligência (QI) pode variar e chegar a valores inferiores a 40. A linguagem fica mais comprometida, mas a visão é relativamente preservada. As interações sociais podem se desenvolver bem, no entanto podem aparecer distúrbios como hiperatividade, depressão, entre outros.
 Síndrome do X-Frágil – alteração genética que provoca atraso mental. A criança apresenta face alongada, orelhas grandes ou salientes, além de comprometimento ocular e comportamento social atípico, principalmente timidez. 
• Síndrome de Prader-Willi – o quadro clínico varia de paciente a paciente, conforme a idade. No período neonatal, a criança apresenta severa hipotonia muscular, baixo peso e pequena estatura. Em geral a pessoa apresenta problemas de aprendizagem e dificuldade para pensamentos e conceitos abstratos.
• Síndrome de Angelman – distúrbio neurológico que causa deficiência intelectual, comprometimento ou ausência de fala, epilepsia, atraso psicomotor, andar desequilibrado, com as pernas afastadas e esticadas, sono entrecortado e difícil, alterações no comportamento, entre outras. 
• Síndrome Williams – alteração genética que causa deficiência intelectual de leve a moderada. A pessoa apresenta comprometimento maior da capacidade visual e espacial em contraste com um bom desenvolvimento da linguagem oral e na música.
• Erros Inatos de Metabolismo (Fenilcetonúria, Hipotireoidismo congênito etc.) – alterações metabólicas, em geral enzimáticas, que normalmente não apresentam sinais nem sintomas sugestivos de doenças. São detectados pelo Teste do Pezinho, e quando tratados adequadamente, podem prevenir o aparecimento de deficiência intelectual. Alguns achados clínicos ou laboratoriais que sugerem esse tipo de distúrbio metabólico: falha de crescimento adequado, doenças recorrentes e inexplicáveis, convulsões, atoxia, perda de habilidade psicomotora, hipotonia, sonolência anormal ou coma, anormalidade ocular, sexual, de pelos e cabelos, surdez inexplicada, acidose láctea e/ou metabólica, distúrbios de colesterol, entre outros.

 O processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança com deficiência intelectual

Nos últimos tempos, como resultado da luta das próprias pessoas com deficiência, vem 
ganhando espaço na sociedade a proposta de romper com os tradicionais paradigmas 
segregativos e a adoção de procedimentos que possam contribuir para garantir a essas pessoas 
as condições necessárias a sua participação como sujeitos sociais. 
A nova classificação da Deficiência intelectual baseada no conceito publicado em 
1992 pela Associação Americana de Deficiência Mental considera a deficiência intelectual 
não mais como um traço absoluto da pessoa que a tem e sim como um atributo que interage 
com seu meio ambiente físico e humano, que por sua vez devem adaptar-se as necessidades 
especiais dessa pessoa, provendo-lhe o apoio intermitente, limitado extensivo ou permanente 
de que ela necessita para funcionar em dez áreas de habilidades adaptativas; comunicação, 
autocuidado, habilidades sociais vida familiar uso comunitário autonomia saúde e segurança 
funcionalidade acadêmica lazer trabalho. (SASSAKI, 2003, p.160-165)  
Acriança não nasce com órgãos aptos a realizar de repente as funções que são produtos 
do desenvolvimento histórico dos homens e se desenvolvem o decurso da vida pela aquisição 
da experiência histórica. (LEONTIEV 1978.p.327)

A primeira condição para compreender o deficiente intelectual e melhorar o seu processo 

educativo é aceitar a condição de que o deficiente  é como  todo um ser em processo de 
aprendizagem e que diante da realidade em que esta inserido faz se necessário saber  que a 
escola precisa estar preparada e devidamente equiparada que adotam uma gestão escolar, 
verdadeiramente participativa e descentralizada para receber este tipo de clientela.
No dia a dia, as consequências dos déficits eminentes nas pessoas com Deficiência Intelectual aumentam a dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. E muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem.

Na criança com deficiência intelectual o aprendizado é lento e a criança apresenta 
dificuldade de construir conhecimento e demonstrar capacidade cognitiva alem de ter maneira 
própria de aprender, tendo em vista a necessidade de sua inserção na escola regular como 
forma de estimulo e desenvolvimento de autonomia e  cidadania. Diante da resistência 
encontrada por profissionais faz se necessário a divulgação de estudos existentes na área.