Nos últimos tempos, como resultado da luta das próprias pessoas com deficiência, vem
ganhando espaço na sociedade a proposta de romper com os tradicionais paradigmas
segregativos e a adoção de procedimentos que possam contribuir para garantir a essas pessoas
as condições necessárias a sua participação como sujeitos sociais.
A nova classificação da Deficiência intelectual baseada no conceito publicado em
1992 pela Associação Americana de Deficiência Mental considera a deficiência intelectual
não mais como um traço absoluto da pessoa que a tem e sim como um atributo que interage
com seu meio ambiente físico e humano, que por sua vez devem adaptar-se as necessidades
especiais dessa pessoa, provendo-lhe o apoio intermitente, limitado extensivo ou permanente
de que ela necessita para funcionar em dez áreas de habilidades adaptativas; comunicação,
autocuidado, habilidades sociais vida familiar uso comunitário autonomia saúde e segurança
funcionalidade acadêmica lazer trabalho. (SASSAKI, 2003, p.160-165)
Acriança não nasce com órgãos aptos a realizar de repente as funções que são produtos
do desenvolvimento histórico dos homens e se desenvolvem o decurso da vida pela aquisição
da experiência histórica. (LEONTIEV 1978.p.327)
A primeira condição para compreender o deficiente intelectual e melhorar o seu processo
educativo é aceitar a condição de que o deficiente é como todo um ser em processo de
aprendizagem e que diante da realidade em que esta inserido faz se necessário saber que a
escola precisa estar preparada e devidamente equiparada que adotam uma gestão escolar,
verdadeiramente participativa e descentralizada para receber este tipo de clientela.
No dia a dia, as consequências dos déficits eminentes nas pessoas com Deficiência Intelectual aumentam a dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. E muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem.
Na criança com deficiência intelectual o aprendizado é lento e a criança apresenta
dificuldade de construir conhecimento e demonstrar capacidade cognitiva alem de ter maneira
própria de aprender, tendo em vista a necessidade de sua inserção na escola regular como
forma de estimulo e desenvolvimento de autonomia e cidadania. Diante da resistência
encontrada por profissionais faz se necessário a divulgação de estudos existentes na área.
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